Gálatas 5:13 - Porque vós, irmãos, fostes chamados à liberdade. Mas não useis da liberdade para dar ocasião à carne, antes pelo amor servi-vos uns aos outros.

19 de agosto de 2010

Nunca é Tarde Demais

Se houver a possibilidade
de um único segundo disponível,
deve-se lutar por um objetivo.
A força está em tentar,
pois quem não o faz
nunca saberá se poderia ter dado certo.
É preciso modificar o destino do ponto final 
e imaginá-lo como novo ponto de partida.
É necessário vencer a intolerância
que faz-nos escravos de nossas posições.
É de bom termo ter flexibilidade
para avaliar as várias opções
e seus caminhos.
É essencial não deixar que a vontade
cegue a razão perdendo a visão ponderada.
Nunca perder as esperanças,
não aleijar-se das expectativas,
alimentando o futuro.
É arriscado anestesiar-se
com a passividade
deixando o destino à própria sorte.
Infeliz daquele que faz-se de vítima,
não precisa de inimigo, é ele mesmo de si.
A maior das perdas é não crer em si,
pois já se está derrotado antes dos combates.
A vida é trabalho construtivo
no cotidiano efêmero,
visando aprendizado da alma eterna.
E a alma sabe no fundo
que sua morada é distante,
um longo e difícil caminho.
Toda conquista não se faz por si só,
é necessário para tanto
ter vontade e objetivo.
Para os despertos do caminho,
o sonho só realiza-se
para quem tem os pés no chão.
Somente é possível
para quem sabe unir
a mística da fé e
a sensatez da razão.





Gilberto Brandão Marcon

21 de janeiro de 2010

"Viver não dói"

Fiquei sabendo que um poeta mineiro que eu não conhecia, chamado Emilio Moura, teria completado 100 anos neste mês de agosto, caso vivo fosse. Era amigo de outro grande poeta, Drummond. Chegaram a mim alguns versos dele, e um em especial me chamou a atenção: "Viver não dói. O que dói é a vida que não se vive".

Definitivo, como tudo o que é simples. Nossa dor não advém das coisas vividas, mas das coisas que foram sonhadas e não se cumpriram.

Por que sofremos tanto por amor? O certo seria a gente não sofrer, apenas agradecer por termos conhecido uma pessoa tão bacana, que gerou em nós um sentimento intenso e que nos fez companhia por um tempo razoável, um tempo feliz. Sofremos por quê?


 [...]


Sofremos não porque nosso trabalho é desgastante e paga pouco, mas por todas as horas livres que deixamos de ter para ir ao cinema, para conversar com um amigo, para nadar, para namorar. Sofremos não porque nossa mãe é impaciente conosco, mas por todos os momentos em que poderíamos estar confidenciando a ela nossas mais profundas angústias se ela estivesse interessada em nos compreender. Sofremos não porque nosso time perdeu, mas pela euforia sufocada. Sofremos não porque envelhecemos, mas porque o futuro está sendo confiscado de nós, impedindo assim que mil aventuras nos aconteçam, todas aquelas com as quais sonhamos e nunca chegamos a experimentar.

Como aliviar a dor do que não foi vivido? A resposta é simples como um verso: se iludindo menos e vivendo mais. 



Martha Medeiros


Reativando o blog..... Just do it...

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